A L B E R T I N A R O S S O
Uma mulher com liderança, com história e com projetosUma mulher politica e radical no que defende.
Tina Rosso Nascida na roça, Albertina Rosso (50), bisneta de imigrantes italianos, filha de Fiorineta Biff Rosso e Quintino Rosso, teve quatorze irmãos. Agricultora, estudou em colégios públicos e católicos. Como estudante universitária militou nas direções dos Das e DCEs; foi residente da Casa do Estudante Universitário. Naquela época liderou movimentos em favor da criação dos núcleos de estudantes de formação socialista lutando em defesa da casa de estudante, para torná-la livre, independente, desatrelada, em defesa de escola gratuita. Participou nas greves pela diminuição das mensalidades e das passagens: “aquela parafernália de ações, panfletagens, passeatas, greve de fome, paralização, palanques, acampamentos”, lembra com saudade. Mobilizou-se em defesa dos espaços públicos em São Leopoldo (UNISINOS). Morou na casa do estudante em POA e no interior do Estado lutou pela unificação dos universitários residentes em casas de estudantes para encarar as lutas em favor da Apertura. Cursando direito participou da articulação para a unificação dos Das, DCEs, da UNE. Foi ativista dos movimentos e passeatas em favor da garantias de vida e constitucionais aos estrangeiros latinos no Brasil (Flávia Schiling em POA). Esteve na linha de frente dos movimentos e passeatas em favor da Anistia (tudo era preparado dentro da casa de estudantes) em sintonia com os movimentos nacionais e estrangeiros. Tina sempre se sentiu e se sente à vontade neste ambiente de reivindicação; sempre esteve engajada nos movimentos de massa. Naquela época ainda conseguiu tempo para ser monitora do Departamento do Direito Privado, junto à formação dos estagiários de direito, na Assistência Judiciária Gratuita do Estado e PGE, ensinando e lecionando aos colegas em defesa dos mais pobres.já em Criciúma, filiou-se ao PSB, a convite do professor José Paulo Bisol. Nesse período residia dentro do sindicato dos mineiros onde teve o primeiro escritório de advocacia. Daí por diante, foi advogada por uns cinco anos das faxineiras e dos vigias. Advogava nas causas coletivas: meio ambiente, consumidores, mulheres; advogou e advoga pelos direitos humanos dos presos torturados. Foram inúmeras as ações dos movimentos sociais que nasceram no seu escritório.
No esforço para combinar trabalho, estudo e militância, formou-se duplamente, como advogada e como parceira do sofrimento dos trabalhadores do campo, das minas de carvão, dos pescadores, dos professores. Conheceu as dificuldades para mandar à prisão os exploradores do estado catarinense e que agora são parceiros do Luiz Henrique e do PT, e amanhã o serão de qualquer um que se eleja sem um projeto claro e radical de transformação. Tina leva 30 anos de militância partilhada com movimentos fundamentais na engrenagem transformadora do estado. Por eles e com eles chegou duas vezes à Câmara de Vereadores, levando para aquela casa de promiscuidade e arranjos, novas formas de gerir a lei. Dentre esses projetos se lembra especialmente da Câmara Itinerante, com a interferência do povo na trajetória dos projetos e na fiscalização. Interferência direta, superadora do participacionismo tangencial. Também foi candidata ao governo pelo PSB.Seu caráter amplo e generoso a levou a defender até hoje às minorias que se aglutinam no GLBTTS, nas lutas contra o racismo e em defesa dos indígenas. Trabalha também na organização dos consumidores em defesa dos seus direitos. Esse dia-a-dia não a afasta da universidade como advogada em permanente estado de qualificação. Reconhecida, tanto pela intelectualidade vanguardista e pelos estudantes da UDESC – Universidade do Estado de SC, como da UFSC, Universidade Federal de SC, tem se enfrentado bravamente à privatização do ensino. “Os lobbys das escolas e das universidades privadas têm destruído a educação do país e do estado”, segundo Tina. “É importante que o PSOL se posicione claramente a esse respeito e radicalize as posições de destaque que nessa luta têm as companheiras Heloísa Helena e Luciana Genro” reclama. O enfrentamento à cultura do voto distrital é um eixo fundamental da campanha de Tina em prol da unidade dos catarinenses entre si e com o Brasil. “A ampliação do debate sobre a necessidade do Voto Aberto se torna necessária, mas, tendo em claro”, diz Albertina, “que o voto se começa a comprar e a vender onde os locupletados têm suas bases econômicas e suas estruturas de interesse e sustentação”. Por isso, continua, “há que abrir o voto, porém, há que derrotar o distritalismo. Agrega:“ Não gostaria de ter deputados federais ou estaduais, por este ou aquele município, e sim, por Santa Catarina. Não vou abonar o fisiologismo nem o clientelismo dentro do PSOL. Não existe essa de ser deputado pelo Sul, pela Capital, pelo Oeste ou pelo Norte. Esse papo é da direita e do PT”. Como pré-candidata Tina manifesta preferência pela constituição de uma Frente Classista nestas eleições que incorpore o PSTU e o PCB, assim como a Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes, em qualidade de construtores do projeto de governo local. “Não vejo nenhum outro partido possível dentro do nosso espectro; duas vezes fui candidata ao governo pelo PSB mas esse partido não pertence mais ao socialismo há tempo.” assevera. O espírito discursivo, enérgico e militante da companheira Heloísa Helena se relaciona muito bem com Tina Rosso. De contextura física semelhante, é eloqüente e didática para falar; abunda em gestos firmes e contundentes, com uma oratória rica e agitadora. Calça jeans, camisa ou camiseta, é seu vestiário tradicional há mais de uma década. “Para sair do meu escritório em Criciúma e pegar os caras que estão derrubando árvores e deter a construção da penitenciária do Luiz Henrique não vou ir fantasiada de doutorzinha. Tênis é de rigor, mas, de vez em quando dá pra botar sapatos baixinhos. Aí faço sala. Me sinto melhor na rua que no escritório, mas, é nele que penso, reflito e fico brava. Depois é que vou pra rua. (2006)
Em 2007, com média máxima, Tornou-se pós graduada em Direito Cívil, escolhendo como tese Tema: As relações homoafetivas um direito brasileiro, obtendo conceituação máxima.
Em anos anteriores já havia especializado-se em Direito Processual Civil.
Vereadora em 2004 e 2007 pelo PSB em Criciúma litoral sul Catarinense emplacou projetos de Lei de grande repercussão e pioneirismo:A Casa da Mulher Violentada;As Sessões Itinerante para a Câmara de Vereadores;Demarcaçao de APAS em áreas nobríssimas;A Famácia dos Genéricos;E mesmo sem Mandato continuou fornecendo projetos a colegas de outras Comarcas para demarcação de Area de Proteção Ambiental;
Atualmente atua nos movimentos sociais e administra seus dois escritórios de advocacia no Estado Catarinense.

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